Basta nos observar desde a mais tenra idade pra identificar claramente o quanto somos diferentes dos meninos – enquanto eles atiram bonecos ao além, derrubam aviões, batem com os carros, jogam os brinquedos destruídos fora e recomeçam a brincadeira, nós meninas passamos anos penteando os cabelos das mesmas bonecas, dormindo com o mesmo ursinho de pelúcia e só paramos de fazer isso… bem, nós paramos?
O fato é que para eles é mais fácil desapegar, enquanto para nós, praticar o desapego – seja com objetos ou pessoas – é a coisa mais difícil do mundo. Nos apegamos demais e temos essa mania de querer manter tudo (e todos) sempre perto, mesmo quando não há mais lugar pra essas coisas (ou pessoas) na nossa vida. Quando o assunto é moda então… guardamos tudo! aquele jeans que não cabe há mais de 3 anos, roupas que não aguentamos nem olhar de tão cafonas e sapatos que dóem tanto o pé que só os calçaríamos novamente caso fossémos obrigadas por decreto pela Presidenta Dilma. Sem esquecer de todas as peças duvidosas que adquirimos por impulso, odiamos no dia seguinte, mas mesmo assim as mantemos lá no guarda-roupa. Afinal, a esperança de que elasm possa um dia – mesmo que esse dia demore 50 anos pra chegar – nos servir, é a última que morre.
Nós somos meio que escravizadas pelas coisas que consumimos. Parece que criamos alguma espécie de dever moral com elas. Mas olha, uma vez que se tenta (e consegue) faz um bem danado, sabe? essa coisa de desapegar. Doar uma peça que não te serve mais, presentear uma criança com um brinquedo que foi seu mas já não te diverte há muito tempo. Dá uma leveza, uma paz de espírito. Que tal tentar desapegar de algo hoje? Comece pelo seu guarda-roupa, por peças antigas. Provavelmente você encontrará coisas que nem sabia que ainda existiam e isso significa que você, definitivamente, não precisa delas. E pensa agora no tanto de coisas que você quer e precisa adquirir (afinal, tá sempre faltando alguma coisa). Em resumo: desapegar é abrir portas, é limpar a poeira e abrir caminho para a chegada de novidades. Se permita sentir isso, é delicioso. E libertador.


gostei do post bjos
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